Diálogos com a Música Extrema

Rodrigo Barchi (Org.)

Antes de ser uma coletânea de textos acadêmicos, esse dossiê é a reunião de uma série de velhos e jovens membros do underground brasileiro. A vida acadêmica de todos os autores que escreveram para esse livro, inclusive o organizador, veio depois de suas imersões no metal e/ou no punk brasileiro. Os textos aqui reunidos são de vocalistas, bateristas, baixistas, guitarristas, elaboradores e produtores de zines e revistas que, por um tempo e/ou até hoje, fazem parte da continuidade e da sobrevivência da música extrema no Brasil. Gente que coleciona, troca, produz e distribui EP’S, LP’S, CD’S, pôsteres, ingressos de shows e gigs, revistas, zines, catálogos de gravadoras independentes, patches, adesivos, bonés, camisetas. É uma galera que dedicou boa parte de suas vidas aos ensaios, entrevistas, shows, encontros em pré-shows, e, entre os mais antigos, à escrita e leitura incessante de cartas às e aos colegas de outras cidades, estados e países. A terminologia que usamos aqui, “Música Extrema”, foi, entre o organizador e os colaboradores, consensual, pois, de uma forma ou outra, as vertentes mais rápidas e agressivas do metal (death metal, black metal, splatter) e do punk (hardcore, crustcore, grindcore, noisecore), mais do que serem ramificações e/ou subestilos de uma sonoridade rock, a qual devem sempre se considerar tributárias, são muito mais dissidências e rupturas constantes com aquilo que foi, em algum determinado momento, tido como revolucionário, e por diversas questões, acabou sendo cooptado pelo mercado fonográfico e pela indústria cultural.

Nº de pág.: 291

ISBN: 978-65-5917-167-5

DOI: 10.22350/9786559171675