Direito Civil e Processual Civil: discussões contemporâneas

Caroline Wust; Lívia Copelli Copatti; Tatiani de Azevedo Lobo (Orgs.)

O Brasil é um país em estado permanente de emergência; não apenas no sentido da urgência que é tão própria a esses tempos pandêmicos, porém, sobretudo, no sentido de emergir, de sair à tona e revelar-se concreto tudo aquilo que possui em potência. A um país tão grande e rico, com substancial e dinâmica diversidade cultural, parece natural que o destino reserve um lugar entre as nações que lideram a cultura mundial. As razões pelas quais essa emergência ainda não tenha resultado na eclosão de um apogeu econômico e cultural são muitas. Mas uma delas situa-se, certamente, nas práticas do Estado e na academia, especialmente, na relação entre ambos. Países com sólida base científica e com práxis estatal associada aos rigores do método científico tendem a ser mais previsíveis, confiáveis, respeitados interna e externamente e, por lógico, a obter melhores resultados nas suas áreas de atuação, ao mesmo tempo em que desenvolvem uma sociedade com uma base de valores que, lastreada na necessária relação entre certezas dogmáticas e ceticismo científico, consegue aglutinar consensos mínimos entre aqueles que pensam de forma muito diferente. Em tempos de incertezas e inseguranças pandêmicas, essa solidez transforma-se em fortaleza para pensar o futuro e em caminho seguro para enfrentar os problemas que temos pela frente.

Eduardo Vandré

Juiz Federal

 

Nº de pág.: 237

ISBN: 978-65-5917-205-4

DOI: 10.22350/9786559172054